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Estados do Sul e Mato Grosso do Sul se mobilizam por redistribuição de royalties do petróleo

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A disputa pela divisão dos royalties do petróleo ganha um novo capítulo com a proximidade de um julgamento decisivo no Supremo Tribunal Federal (STF). No próximo dia 6 de maio, a corte deve se reunir para avaliar a retomada da distribuição igualitária desses recursos entre estados e municípios brasileiros. A movimentação é impulsionada pelo Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul), que reúne os estados da região Sul e o Mato Grosso do Sul em uma ofensiva jurídica e política.

A Disputa Judicial

O impasse central gira em torno de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2012, que previa uma divisão mais equitativa dos recursos da exploração de petróleo. No entanto, a aplicação de trechos dessa lei foi suspensa por uma liminar da ministra Cármen Lúcia no mesmo ano. Desde então, a maior parte da arrecadação permanece concentrada nos estados produtores: Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, onde se localizam as principais reservas do pré-sal.

Para os estados do Codesul, a manutenção desse modelo gera uma distorção histórica. "O petróleo é um bem dos brasileiros, de todos os estados. Temos que ter uma divisão justa", defende a Secretaria de Articulação Nacional de Santa Catarina.

Impacto Econômico em Santa Catarina

Se o STF validar a lei de 2012, o impacto financeiro para Santa Catarina será imediato e significativo. Segundo projeções da Procuradoria do Estado, a arrecadação catarinense poderia saltar para cerca de 38 vezes o valor atual.

Estimativas indicam que, em um período de transição entre 2026 e 2032, o estado passaria a receber uma média anual de R$ 400 milhões a R$ 450 milhões.

Articulação Nacional

O Secretário da Fazenda de Santa Catarina destaca que a causa não é isolada, contando hoje com o apoio de 19 estados e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O argumento defendido é o fortalecimento do pacto federativo e a correção de uma desigualdade que já dura 14 anos.

Caso a decisão seja favorável no dia 6 de maio, o governo catarinense já sinaliza o destino dos novos recursos: investimentos diretos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.


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